L. C.

By vilson

Imagens de um país de maravilhas,
Distantes neste sonho onde o sol brilha,
Distante sonho onde o verão se estilha.

Elas deslizam ao longe, no entressonho,
Lentamente, sob um céu risonho …
Longe. A vida o que é, senão sonho ?

Quem aqui ou em sonho nunca leu ou ouviu o nome Alice. Nem no sibilar do ‘C’, no final do ‘L’.

Ou nas letras iniciais das frases do último poema que recitei um pedaço, logo alí no começo.Alice, por Inga-Karin Eriksson

Quem nunca ouviu falar de Alice. De LC … certo, talvez não de LC. Como sempre …

Mas são dele a “contagem” das aventuras de sua pequena amada Liddell.

São dele belas poesias, estórias — e quem sabe histórias sejam! — e equações. Já que este romântico era também um homem de números, operadores e variáveis. Alguém que como Escher, Bach, ou Gödel, soube turvar a lógica, deixando-a nua e dançante aos olhos atentos.

Dois homens em um só: Charles Lutwidge Dodgson e Lewis Carroll, seu pseudônimo.

Ou seria Charles Dodgson o pseudônimo de Lewis Carroll ?

Ou seria Alice ele, ou ele, Alice. É mais certo que sejam a mesma pessoa, como supostamente este apaixonado gostaria que fosse.

Lewis Carroll

Acho que dois homens é pouco dizer! Talvez tenha sido até mais, ou até mais que o mais.

Também é demais os abusos à sua história. Ou serão verdades ? Que ele seria o estripador. Que seria ele pedófilo. Que seria “Aventuras de Alice no país das maravilhas”, um retrato de sua própria loucura. Ou que “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”, o reflexo de seu consumo de narcóticos.

Alice Liddell

Suas fotos negras e claras, suas pequenas amigas retratava. Com vestes ou despidas, sempre belas. Seus desenhos também em preto e branco revelando que mesmo sem cor ou sem mesmo ilustrações em suas estórias, sem mesmo isso poderia nos levar a sonhar. Mas queria ser completo

E não bastando estes belos e intrigantes sonhos, deixou a todos seus enigmas. O maior deles é sua própria vida: começando como um tímido, terminando como um escritor, passando por matemático, artista, fotógrafo e reverendo.

Deixou suas lições adultas em contos tão infantos. Ganhou algum dinheiro enquanto vivo, mas manteve-se humildemente em sua mesma morada. Como o realmente bom tende ser.

E é com a saudade e admiração que deixou: te homenageio Carroll, Dodgson, Dodo
ou Alice … ou devo homenagear o próprio país das maravilhas ?!

Escuta, antes que voz de acento amargo
Venha trazer notícia dolorosa,
Convocando para o final letargo
Uma donzela melancólica.


Não somos mais que crianças, querida,
Agitadas na hora de dormir.

Agradeço, minha querida, a oportunidade de um dia também ter nossa Alice

One Response to “L. C.”

  1. Patrícia Says:

    Faz favor de arranjar um novo post
    Cansei de ler esse já :-P

    Bjus

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